Ao anunciar os números do 4º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), pesquisa que aponta o total de frutas e hortaliças comercializadas no país, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), afirmaram novamente que o Brasil não corre riscos de desabastecimento. Eles ressaltaram ainda a respeito das medidas adotadas para enfrentar o novo coronavírus na dinâmica de venda desses produtos.
Segundo o presidente da Conab, Guilherme Bastos, “as centrais de abastecimento estão em pleno funcionamento e adotaram diversas medidas de controle sanitário para a segurança, na prevenção ao novo coronavírus, com o objetivo de assegurar à população o acesso aos mais variados produtos, não havendo, portanto, indícios de desabastecimento de hortifrúti no país”, disse Bastos ao abrir entrevista online.
De acordo com o diretor executivo de Operações, Abastecimento e de Política Agrícola da Conab, Bruno Cordeiro, os hortifrútis e supermercados intensificaram as compras para atender a maior demanda.
Altas e baixas dos alimentos
Segundo Cordeiro, dentre os itens que tiveram baixa nas vendas, estão a maçã, que teve baixas variando entre -3,38% (em Minas Gerais) e -7,14% (Pernambuco) e folhosas perecíveis, como o alface, que registrou baixas de -15,69% no Espírito Santo, e de -9,84% em São Paulo.
Já em relação aos alimentos que registraram aumento na procura, estão a batata (29% na Ceasa de MG e de 1,49% em SP); cenoura (52% em Pernambuco e 13,15% em Goiás); tomate (alta de 44,4% no Espírito Santo e de 1,66% em Goiás); e a cebola (85% no Rio de Janeiro, 26,28% em São Paulo).





