Nunca as pessoas lavaram tanto as mãos como agora. Apesar dessa passar a ser uma prática mais do que diária, nem sempre é possível o contato com a água e o sabão. Nessas horas só nos resta o álcool em gel.
Porém, existem alguns cuidados que precisam ser tomados para evitar acidentes, já que o produto é inflamável.
Cristiano Vargas é coordenador da Defesa Civil e chefe dos bombeiros voluntários de Várzea Paulista e reforça o alerta para uma característica do produto: “a chama invisível”.
A composição desse álcool, quando entra em combustão, possui uma chama que não é visível, especialmente em ambientes iluminados, pois o fogo demora mais tempo para consumir o produto. Ainda assim pode causar queimaduras.
Por isso, o coordenador da DC ressalta a importância de não utilizar o álcool em gel ao manusear objetos como isqueiros, fósforos e até ao cozinhar.
Utilizar o álcool em gel nas mãos em excesso e chegar próximo de uma chama, representa risco de sofrer queimaduras. Nestes casos a recomendação é abafar a área ou passar embaixo de alguma corrente de água.
Outra dica importante: ao usar o álcool em gel, espere o tempo necessário até secar por completo, lembrando que a maneira mais segura de higienização das mãos continua sendo a água e o sabão.
Cuidados semelhantes devem ser tomados – e até reforçados – ao utilizar o álcool 70% na versão líquida. Segundo Vargas, diferente do tipo em gel, as chamas podem ser vistas, mas a chance de acidentes é maior.
O álcool 70% tinha a venda proibida, mas foi liberado pela Anvisa devido à falta de álcool em gel nas prateleiras.





