Em tempo de quarentena, a iniciativa de uma empresa de Jundiaí tem resultado em boas ações, com a produção de filamentos que são a matéria-prima usada na confecção de máscaras para profissionais de saúde.
Enquanto isso, em Sorocaba, essa corrente do bem encontrou Gilmara Farias de Azevedo que de quarentena decidiu arregaçar as mangas e reforçar a ajuda. Nesse caso, produzindo máscaras que vão proteger profissionais da saúde da Santa Casa da cidade contra o contágio pela Covid-19.
Gilmara faz parte de uma corrente com mais de 200 pessoas formada para produzir de maneira voluntária equipamentos de segurança para profissionais da saúde.
Em Jundiaí, pessoas que vivem desse tipo de atividade ou apenas têm impressoras como hobby começaram a procurar a empresa perguntando se havia alguma forma de ajudarem as unidades hospitalares.
Inicialmente, foi cogitada a produção de respiradores.
A ideia inicial era produzir respiradores mas, por ser um equipamento mais invasivo e repleto de regras restritivas por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Foi quando o grupo optou por produzir faceshields (escudo de rosto), uma máscara reutilizável usada por médicos e enfermeiros e que impede que secreções de pacientes atinjam boca, nariz ou olhos.
Vitor Moreno, proprietário da empresa, está doando os filamentos, porém precisava de pessoas que se engajassem em ajudar.
Até o momento já foram produzidas 5 mil máscaras e as distribuiu a unidades de saúde de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo, Itatiba, Sorocaba, São Paulo, cidade do grande ABC, Baixada Santista, Caieiras, e municípios do sul de Minas Gerais.

Produto Inflacionado
Para quem busca estes produtos tem se deparado com a falta no mercado especializado ou vendidos à preços acima do normal.
Uma máscara convencional, que custava centavos, está custando até R$ 5 com um fornecedor. A necessidade pelos insumos médicos gerou oportunismo e inflacionamento de vários produtos. “Doações como estas nos ajudam a proteger nossos profissionais”, conta o administrador.
Além de produzido por meio de uma corrente do bem, vantagem do faceshield é que ele pode ser reutilizado depois de higienizado, diferente da máscara convencional, que precisa ser trocada várias vezes ao dia.





