O ex-candidato à presidência, Ciro Gomes, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, protocolaram na quarta-feira (22) pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro por sua participação no ato de domingo (19), em que apoiadores pediam uma intervenção militar no país.
A partir disso, os casos a serem analisados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chegam a 24, incluindo pedidos de parlamentares do PSOL e um do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP).
No texto, Bolsonaro é acusado de cometer crime de responsabilidade por ter incentivado atos contra Legislativo e Judiciário no domingo (19). Na manifestação que pedia intervenção militar, apoiadores do presidente fizeram críticas ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o documento diz que o presidente descumpriu orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e de regras de estados e municípios em relação à medidas de contenção da pandemia de Covid-19.
“As atitudes mesquinhas do denunciado resguardam apenas os interesses escusos do capital, no que se olvida que a fatura da pandemia da Covid-19 não pode ser paga com vidas alheias, em patente desrespeito a direitos individuais e sociais”, afirma o texto.
Após ser analisado por Rodrigo Maia, o caso, se for levado a diante, deve passar por uma comissão especial e, em seguida, pelo plenário da Câmara. Somente com o voto de ao menos 342 dos 513 deputados é autorizado que o Senado abra o processo.
Nesse caso, Bolsonaro seria afastado até o término do julgamento. Ele só perderia o mandato caso 54 dos 81 senadores votassem a favor do impeachment.





