O Ramadã, mais sagrado mês do Islamismo, começa com a lua nova nesta sexta-feira (24). Muçulmanos de todo o mundo estão tentando equilibrar rituais religiosos com as diferentes restrições impostas para impedir a propagação do coronavírus, com uma exceção.
No Paquistão, os imãs – líderes religiosos – convocaram os fiéis a ignorar medidas de isolamento e o governo cedeu à pressão. O país estabeleceu um bloqueio nacional de duas semanas no fim de março, que foi estendido até 30 de abril. Segundo o jornal americano The New York Times, a maioria dos clérigos cumpriu com as restrições, mas conforme o Ramadã se aproximava, alguns dos mais influentes fizeram com que seus fiéis participassem das orações, ombro a ombro.
O Ramadã é significativo, pois muçulmanos acreditam que seu Livro Sagrado, o Corão, foi revelado ao Profeta Maomé durante este período. Os fiéis jejuam durante o dia, se aglomeram em mesquitas para orar e realizam festas após o pôr-do-sol com familiares e amigos.





