Com a pandemia de coronavírus afetando diretamente a economia, as vendas da Páscoa desse ano foram atingidas em cheio pela crise. Este ano as vendas recuram 33%, de acordo com a consultoria de crédito Boa Vista. O ultimo recuo foi em 2016, quando houve o fim do mandato de Dilma Rousseff, com queda de 5,8%.
A expectativa no começo deste ano era de aumento nas vendas, mas a data foi a primeira comemoração afetada pelo coronavírus. A próxima deve ser o Dia das Mães, no dia 10 de maio, considerada a segunda mais importante para o comércio no ano.
Algumas companhias tentaram driblar o impacto das lojas fechadas ao apostarem em sistemas de drive-thru, como no Shopping ABC, no ABC Paulista, ou por meio de delivery, como a rede de chocolates Kopenhagen. Contudo, os esforços não foram suficientes para que o setor não amargasse perdas numa data tão importante.
Para fazer o levantamento em relação às vendas da Páscoa, foram consideradas as consultas realizadas no banco de dados do instituto, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), entre os dias 8 a 12 de abril de 2020, comparadas às consultas realizadas entre 17 a 21 de abril de 2019, segundo instituto.
Na tentativa de tentar diminuir o impacto financeiro causado pela crise em plena Páscoa, o período de vendas foi estendido até 30 de abril. A decisão foi tomada em conjunto entre as indústrias de chocolate, representadas pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB), e os supermercados, representados pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).





