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domingo, 30 agosto, 2026

Alertas feitos por bancários se confirmam e filas são registradas em agências da Caixa

Confirmando o que vem alertando a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), filas e aglomerações voltaram a se formar em agências do banco de diferentes locais do país na quarta-feira (20). Somente nos três dias desta semana, o auxílio emergencial foi pago a 12 milhões de beneficiários. Segundo informação da direção da Caixa, desde que o benefício entrou em vigor, foram feitos 62,3 milhões de pagamentos e esse número pode até dobrar já que, de acordo com o Dataprev, foram processados 101,2 milhões de cadastros e a solicitação do benefício continua até o próximo dia 3.

“Este quantitativo de cadastramentos (101,2 milhões) corresponde à metade da população brasileira”, observa o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto. “E o governo ainda insiste em manter o pagamento do auxílio centralizado na Caixa Econômica, colocando em alto risco a saúde de milhões de pessoas e de 50 mil bancários à frente deste atendimento essencial à população”, acrescenta.

Na quarta-feira, o presidente do banco, Pedro Guimarães, admitiu que as mudanças no calendário de pagamento do auxílio emergencial só ocorreram depois de críticas, quase unânimes, de que as filas estavam grandes. À CNN Brasil, Guimarães disse esta semana que “é impossível você pagar milhões de pessoas em um dia”. Só ontem (20), conforme balanço divulgado pela Caixa, foram registrados 7,5 milhões de pagamentos.

Além de não descentralizar o pagamento do auxílio a outros bancos e instituições, o presidente da Fenae destaca que a direção da Caixa, até o momento, não fez ampla e efetiva campanha de informação à sociedade. “Que esclareça, de forma clara a abrangente, os procedimentos para o cadastro e a concessão do auxílio emergencial e as datas de pagamento do benefício”, diz Takemoto. “É por isso que as pessoas acabam recorrendo às agências para o cadastramento ao auxílio, por exemplo (que só pode ser feito pela internet ou por aplicativo de celular), ou para situações que poderiam ser resolvidas por telefone.

Equívocos claros do governo e que impossibilitam a solução definitiva dos problemas que estamos vendo desde o início de abril”, ressalta o dirigente.

Como observa Sérgio Takemoto, a situação ainda tende a piorar, uma vez que a Caixa — além do auxílio emergencial e de todos os outros benefícios sociais — também é responsável pelo pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. Ele é destinado aos trabalhadores que tiveram redução de jornada e de salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho em função da crise causada pela pandemia do coronavírus, o que pode gerar um novo fluxo de aproximadamente 24 milhões de pessoas às agências do banco.

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