Em meio à pandemia e seus impactos, o Dia Nacional da Indústria (25) em 2020 traz mais significado para o setor, com cenário de adequação de perspectivas e adaptações. Dados do IBGE, divulgados no último dia 14, mostram que a produção industrial teve retração de 9,1% em março, em comparação com o mês anterior. Foi a primeira vez em oito anos que o levantamento registrou queda em todos os 15 locais pesquisados. O mais próximo disso só havia acontecido durante a greve dos caminhoneiros em 2018, quando foi registrada retração em 14 dos 15 locais. No Paraná, a queda foi de 4,9%.
E nos setores essenciais foram muitas mudanças de processos para continuar em atividade. A produção alimentícia é um exemplo que precisou adequar sua logística para seguir atendendo às demandas do mercado. No Paraná, a indústria de produtos suínos Alegra registrou crescimento de 3% na produção no mês de abril, se comparado ao mesmo período de 2019.
Para Neandro Gimenez Debeuz, gerente de Supply Chain da Alegra, o equilíbrio na produção ocorreu devido ao redirecionamento das vendas. Um dos reflexos da continuidade das atividades essenciais foi a necessidade de contratações nesses setores.
Para manter o ritmo com segurança, a Alegra também fez a implementação de novos processos de higiene e cuidados com os colaboradores como instalação de uma cabine de nebulização para desinfecção dos funcionários, verificação da temperatura de todos diariamente, adoção de tapetes sanitizantes de calçados na entrada e saída da indústria, aumento do número de ônibus para o deslocamento, retirada de bandejas dos refeitórios, distribuição de kits individuais de talheres e entrega de frascos individuais de álcool gel 70%. Além disso, foram suspensas as reuniões presenciais, visitas aos fornecedores, implementado o sistema de trabalho remoto para todos setores indiretos e feita a liberação dos colaboradores que estão no grupo de risco para o isolamento social.





