A Ford não tem vida fácil no mundo – é uma das marcas com mais dificuldade em gerar lucro por unidade vendida e por isso vem abandonando os segmentos de carros de passeio para apostar pesado em SUVs, picapes e utilitários.
Sua situação parece mais complicada no Brasil – nos últimos 15 meses, a empresa vem acumulando série de notícias negativas em nosso mercado. A mais recente delas foi o fim do Fusion, modelo que já foi o grande mais vendido do país e responsável por ser o carro que conferia status à marca.
Mas essa foi apenas a ponta do iceberg. Além dele, em junho do ano passado a companhia encerrou de uma só vez a produção do Fiesta em São Bernardo do Campo e a importação da família Focus (hatch e sedã), que vinha da Argentina.
Em janeiro de 2019, já havia terminado as vendas do Fiesta Sedan, trazido do México. E, em maio, deixara de oferecer a configuração flex da picape Ranger. No total, são seis produtos a menos no país. Ou seja: em pouco mais de um ano, a Ford cortou pela metade sua oferta de carros novos, ficando com outros seis modelos: Ka, Ka Sedan, EcoSport, Ranger diesel, Mustang e Edge.
Enquanto Chevrolet, Fiat e Volkswagen cresceram, respectivamente, 9,54%, 12,4% e 12,56%, todas com saldo de emplacamentos positivo em mais de 40 mil veículos com relação a 2018, a Ford baixou de 226.437 para 218.426 unidades vendidas – queda de 3,53%.
Ainda este ano será lançado o Territory, importado da China e com um motor 1.5 turbo flex de ciclo Miller. Em 2021 devem chegar o Bronco Sport, substituto direto do Fusion em faixa de preço, e o Escape híbrido, que ocupará o lugar do Fusion Hybrid.





