Luiz Felipe Rosa nasceu no Rio de Janeiro. Por ser afrodescendente, enfrentou preconceitos e superou-os. No final do século 19 já estava entre os paulistas, onde trabalhou com professor e diretor em vários colégios. Luiz Rosa trabalhava em Jundiaí, onde era vice-diretor do Colégio Hydecroft. O colégio era respeitado e tido como de excelência, e estava instalado na rua do Rosário (Centro), ao lado do antigo quartel.
Em 1916 o Hydecroft fechou as portas, e Luiz Rosa viu nisso uma oportunidade: abrir outro colégio com o mesmo nível – ou até melhor – que o Hydecroft. No dia 4 de maio de 1917 a Escola Professor Luiz Rosa começou a funcionar na rua Barão de Jundiaí, num casarão, na esquina com a rua da Padroeira. O casarão era da família Fonseca, e anos depois abrigou também a Escola Normal Livre de Jundiaí.
Anos depois, a escola se mudou para a Praça Dom Pedro II (Jardim das Rosas) e lá funcionou até 1930, ano da morte de Luiz Rosa. Os professores Clotilde Copelli e Sebastião Augusto de Miranda passaram a dirigir a escola (eles eram casados). Em 1954, a família Leme do Prado comprou a escola e passou a ser dirigida por Joswé Leme do Prado.
Em 1970 foi construído o prédio da rua do Rosário, ampliado em seguida por outra construção, nos fundos, com frente para a rua Senador Fonseca, onde está até hoje. Nesses 103 anos, o Rosa sempre contou com professores renomados, como Albertina Fortarel, Joaquim Candelário de Freitas, Mário Guimarães (então ministro do STF), Pedro Fávaro (duas vezes prefeito de Jundiaí) e Pedro Clarismundo Fornari, que anos mais tarde fundaria as Escolas Padre Anchieta.
O Rosa se destacou muito pelo vanguardismo nos anos 1970 e 1980, quando implantou o TER – Teatro Estudantil do Rosa. A equipe de professores e alunos produziu peças, encenadas em todo o Estado, e conquistou muitos prêmios. Em 2013 a escola foi comprada pelo professor Frederico Piamontese Júnior, hoje seu diretor executivo.





