Funcionários da Folha de S.Paulo concordaram, na 3ª feira (12), com redução de 25% do salário e da jornada de trabalho. A diminuição, que valerá por 3 meses a partir de junho, afeta repórteres, fotógrafos e editores em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Em sua proposta, a Folha promete auxílio alimentação de R$ 150 por mês, além de reembolso de gastos extras com o trabalho remoto; estabilidade de emprego por até 1 ano – profissionais demitidos nesse período terão direito a indenização de 70% sobre os ordenados restantes; e manutenção do plano de saúde até 31 de dezembro, mesmo em caso de demissão. Procurado, o jornal afirmou que a redução não atinge funcionários do portal de internet UOL, que também integra o Grupo Folha.
A Folha completa 100 anos em 2021, foi a última grande publicação a anunciar esse tipo de acordo com seus profissionais. Outros grandes veículos da mídia jornalística já haviam adotados medidas de cortes de gastos por causa dos efeitos da pandemia de coronavírus.
A direção do jornal Correio Braziliense, que pertence ao Grupo Diários Associados, decidiu também na 3ª feira (12) cortar 25% do salário de parte dos jornalistas, diagramadores, designers, fotógrafos e funcionários do setor administrativo. As reduções não afetarão os contracheques dos repórteres que atuam diretamente nas coberturas de economia, política nacional e no jornalismo local.
Por causa da medida, os profissionais do Correio Braziliense fizeram assembleia virtual e decidiram paralisar as atividades: alegam que os salários de abril ainda não foram pagos integralmente e pedem melhores condições de trabalho. A empresa não havia se manifestado publicamente sobre os cortes. Pelo menos 15 outras empresas de jornalismo decidiram cortar salários e jornadas de trabalho durante a pandemia. Também houve casos de demissões.





