publicidadespot_img
24.1 C
Jundiaí
domingo, 30 agosto, 2026

Líquido promete deixar máscaras super-resistentes ao coronavírus

Essenciais para a integridade física dos profissionais de saúde, máscaras, jalecos e outros equipamentos de proteção individual (EPI) são fabricados de forma a evitar a passagem de fluidos e a absorção de micro-organismos. Contudo, estão longe de serem 100% intransponíveis, uma preocupação que aumenta quando médicos, enfermeiros e auxiliares lidam com desafios como o Sars-CoV-2, causador da pandemia da covid-19.

Na China, país que registrou os primeiros casos da doença, ao menos 3,3 mil profissionais de saúde foram contaminados até o fim de abril. No Brasil, 31,7 mil deles contraíram Sars-CoV-2. Pensando em casos como esses, pesquisadores do Laboratório da Escola de Engenharia da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, desenvolveram um revestimento para fibras têxteis que repele bactérias e vírus.

Por enquanto, os testes foram feitos com espécies de adenovírus que causam resfriado e conjuntivite. Porém, os cientistas pretendem investigar em breve, se o Sars-CoV-2 também pode ser impedido de entrar no tecido idealizado para a confecção de máscaras e outros EPIs.

No estudo, publicado na revista Applied Materials and Interfaces, da Sociedade Norte-Americana de Química, os pesquisadores demonstraram que líquidos, como suco e água, e até proteínas animais não conseguem aderir ao tecido tratado com o revestimento. Anthony Galante, estudante de doutorado em engenharia industrial da instituição, conta que a inspiração do trabalho veio de novos produtos usados para repelir sangue, como os usados no tratamento de absorventes femininos que impedem o contato do fluido com a pele.

Além da capacidade de manter vírus e bactérias — fluidos corporais — longe da zona de contato com o organismo, Paul Leu, professor do laboratório e coautor do estudo, explica que, para atender às expectativas da pesquisa, o revestimento também teria de resistir aos processos mais rigorosos de higienização: lavagem e raspagem ultrassônicas. Com a escassez de EPIs, especialmente em tempos de epidemias, muitos cientistas têm apostado no método de limpeza ultrassônica para reaproveitar equipamentos como a máscara N95, que impede até 85% da passagem de vírus e bactérias pelos poros da peça.

Novo Dia
Novo Diahttps://novodia.digital/novodia
O Novo Dia Notícias é um dos maiores portais de conteúdo da região de Jundiaí. Faz parte do Grupo Novo Dia.

SUGESTÃO DE PAUTAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADEspot_img
publicidadespot_img
publicidadespot_img

Deixe uma resposta