Dados da Serasa mostram que houve alta no volume de processos em abril, na comparação com março, mesmo com represamento de pedidos. Especialistas preveem disparada no número de casos de quebra de empresas nos próximos meses.
Os pedidos de falências e recuperações judiciais aumentaram em abril, na comparação com março. E a avaliação é que o volume de processos deverá aumentar muito nos próximos meses, diante da perspectiva de forte tombo da economia brasileira e mundial em 2020 e das dificuldades financeiras das empresas em meio à pandemia.
Levantamento mensal da Serasa Experian mostra que em abril foram registrados 120 pedidos de recuperação judicial, alta de 46,3% na comparação com março. Os pedidos de falência foram 75, aumento de 25% comparado ao mês anterior.
Pelos números da Serasa, até agora o ano com o maior número de insolvência de empresas foi em 2016, quando se atingiu o recorde de 1.863 pedidos de recuperação judicial no país. Do total de 120 pedidos de recuperação judicial em abril, 53 foram de micro e pequenas empresas, 44 de empresas médias e 23 de grandes empresas. De janeiro a abril, dos 377 casos no país, 226 envolveram pequenos negócios, 99 empresas de médio porte e 52 de grande porte.
Nos 75 casos de pedidos de falência, 39 foram conta micro e pequenas empresas, 20 contra grandes e 16 contra empresas médias. Pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) divulgada na segunda-feira (18) mostra que desde o início das medidas de isolamento , apenas 14% das micro e pequenas empresas que pediram crédito conseguiram.
O Brasil tem atualmente cerca de 17 milhões de pequenos negócios. Desses, quase 7 milhões (38%) procuraram crédito no período. Mais da metade delas (58%) não conseguiu o dinheiro, e 28% ainda estão aguardando a liberação do banco, de acordo com o Sebrae.





