De acordo com o Instituto de Métrica e Avaliação em Saúde (IHME), da Universidade de Washington, são previstas um total de 165.960 mortes por Covid-19 no Brasil até 4 de agosto.
Em uma semana, as perspectivas de brasileiros mortos pela Covid-19 subiram mais de 40 mil e o Brasil apresenta o pior desempenho da pandemia no mundo, segundo o IHME.
“Com base nos mais recentes dados e padrões de doenças, a curva epidêmica do Brasil sugere que as mortes por Covid-19 continuarão aumentando nas próximas semanas ou meses”, afirmou o Instituto no momento em que o Ministério da Saúde tenta omitir dados da mortes causadas pela Covid-19.
O IHME avalia que a mudança na projeção de mortes em apenas uma semana é devido ao fato de que a compreensão e reposta do mundo à doença estão evoluindo rapidamente.
“As previsões atuais apontam que o Brasil está entre os piores lugares da epidemia de Covid-19. Os EUA têm o próximo número mais alto de mortes projetadas para a Covid-19 até agosto, com 140.496 mortes cumulativas; no entanto, os EUA têm cerca de 100 milhões a mais de pessoas do que o Brasil. Isso significa que, em relação ao tamanho da população de cada país, a epidemia de Covid-19 no Brasil pode ser a maior e mais letal do mundo”, aponta o IHME.
Segundo o instituto alguns estados podem já ter atingido o pico da doença, como Amazonas e Paraná. Apesar disso, a queda ainda é baixa nesses locais e as mortes ainda podem ser altas nas próximas semanas. “A menos que ocorram ações coordenadas, atualmente se prevê que qualquer local no Brasil aumentará as taxas diárias de mortes por Covid-19 até junho”, disse.





