O presidente da Câmara de Várzea Paulista, Guilherme Zafani, assinou contrato com a empresa Rodrigo Malta para uma série de pequenas reformas no prédio. A ata dessa reforma detalha o que deverá ser feito, o que leva a conclusões nada abonadoras. Pelo volume e tipo de reformas, ou o prédio está abandonado há tempos, sem manutenção preventiva ou corretiva, ou se está esmerando nos detalhes. Acima de tudo, tais reformas chegam na pior hora possível, uma vez que a preocupação do momento é se livrar do coronavírus.
A grosso modo, seria a mesma coisa que alguém, vendo sua família toda doente e precisando de cuidados médicos, se preocupasse em trocar azulejos, ou pintar a casa, ou ainda trocar algumas lâmpadas. O remédio fica para outra hora.
O contrato da Câmara não é ilegal. Nem gigantesco – pouco mais de R$ 37 mil. Mas é inoportuno. Há na ata algumas disparidades, como colocação de lâmpadas LED a R$ 50 por unidade, quando no mercado uma lâmpara do tipo, de boa qualidade, não passa dos R$ 20. Mas isso é outra história.
A ata prevê limpeza das calhas e de caixas d´agua, coisa nada difícil, que poderia ser feita por qualquer funcionário da prefeitura, mediante conversa com o prefeito ou com o secretário de Serviços Públicos. É bom frisar que o prédio da Câmara é vizinho ao da prefeitura, e estão no mesmo terreno. A mesma ata tem previstos consertos no mobiliário, como portas, janelas e fechaduras.
Também deverão ser trocados os courinhos de torneira – algumas estariam pingando. E trocar courinho de torneira é coisa que exige engenharia e inúmeros cálculos, presume-se. Serão gastos também R$ 757 para “pequenos reparos de solda de conexões, fios e cabos”. Por fim, depois que as calhas estiverem desentupidas e o telhado arrumado, está prevista a aplicação de gel para afastar os pombos, que talvez arrulhem demais atrapalhando as sessões.





