A chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, voltou atrás e disse nesta terça-feira (9) que pessoas assintomáticas podem sim transmitir Covid-19. Antes disso, na segunda-feira (8), ela afirmou que isso era “muito raro”.
Nesta terça-feira (9), Kerkhove esclareceu sua afirmação: “Eu me referi ontem a 2 ou 3 estudos publicados que tentaram encontrar casos assintomáticos e as pessoas que tiveram contato com eles para determinar quantos foram infectados. Mas é uma amostra de estudos muito pequena. Eu estava respondendo a uma pergunta, não estabelecendo uma política da OMS”.
Na segunda, a chefe citou o conteúdo que ainda não foi publicado sobre o assunto ao afirmar que o contágio a partir de pessoas sem sintomas era “muito raro”. Já neta terça, ela disse que o material é de uma pesquisa global que a OMS articula.
“O que eu não disse ontem é que, como essa é uma questão na maior parte desconhecida, foram projetados modelos para estimar o percentual de pessoas assintomáticas capazes de transmitir a doença. A diferença é muito grande, dependendo de como e onde cada modelo foi elaborado”, esclareceu.
Após a correção, Kerkhove afirmou que algumas estimativas indicam que 40% dos assintomáticos pode ser transmissores da Covid-19.
Outro ponto levantado pela especialista é a diferença entre indivíduos assintomáticos (que não desenvolvem nenhum sintoma da doença) e indivíduos pré-sintomáticos (que desenvolvem os sintomas alguns dias depois de contrair o vírus). Em ambas a situações, é possível transmitir a doença a outras pessoas.





