O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, foi condenado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 2 meses de prisão. A acusação é que o deputado tenha se beneficiado de dinheiro desviado do BNDES. A condenação é por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Caso o STF determine o início imediato de cumprimento da pena, será em regime fechado.
Segundo a acusação, o deputado desviou recursos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em concurso material com crimes de lavagem de dinheiro. Paulinho teria cometido os crimes de dezembro de 2007 a abril de 2008.
Um dos trechos do processo diz: “Elementos de prova colhidos nos autos da investigação revelaram indícios de que o deputado federal Paulo Pereira da Silva participava das ações do grupo consistentes no desvio dos recursos do BNDES e se beneficiava da partilha da comissão cobrada aos beneficiários dos financiamentos”.
De acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República), Paulinho da Força foi beneficiário de um esquema de desvios em contratos de R$ 130 milhões e R$ 220 milhões do BNDES com a Prefeitura de Praia Grande e as Lojas Marisa.
Os fatos foram investigados na Operação Santa Tereza, deflagrada pela Polícia Federal em 2008 e que teve como alvo empresários, advogados e funcionários públicos. Somente a parte relativa à suposta participação de Paulinho da Força tramita no Supremo, em função do foro privilegiado do parlamentar.
Para a procuradoria, os crimes eram facilitados por um ex-assessor do deputado e por um advogado, ambos antigos representantes da Força Sindical no conselho do BNDES. De acordo com as investigações, entre 3% e 4% do dinheiro liberado pelo banco era dividido entre os envolvidos.
Paulinho é fundador e presidente nacional do partido Solidariedade. Em São Paulo, o partido é dirigido por seu filho, o deputado estadual Alexandre Pereira, que embora se proclame representante da região de Jundiaí, pouco aparece na cidade. Chegou a ganhar de alguns eleitores e políticos o apelido de deputado-cometa, aquele que aparece de quatro em quatro anos.





