Após ser picado por uma cobra Naja, em Brasília, o estudante de veterinária Pedro Henrique Santos, de 22 anos, acordou do coma na quinta-feira (9), segundo amigos próximos. Seu estado ainda é grave e a polícia investiga esquema de tráfico de animais silvestres no Distrito Federal.
Na tarde de quinta-feira o Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) apreendeu 10 serpetes exóticas nativas de outros países e seis cobras silvestres brasileiras, em um haras, na região de Planaltina.
A polícia só chegou até o local após investigação na casa do jovem picado pela Naja, onde haviam objetos que apontavam onde as serpentes eram criadas.
“A investigação revela um possível esquema de tráfico de animais. Vamos investigar a origem dessas cobras, como chegaram no Brasil”, disse o delegado responsável pelo caso.
Até o momento, a polícia civil ouviu três estudantes de medicina veterinária. Segundo o delegado, os jovens são de classe média e classe média alta e “se identificam em estudar e fazer pesquisas com animais exóticos”.
As investigações apontam que Pedro Henrique Santos, que foi picado pela Naja, seria o proprietário das serpentes. Segundo o Ibama, o estudante não tem autorização para criar animais exóticos.
Um das testemunhas ouvidas pelos policiais contou que as 16 cobras foram deixadas no haras, em Planaltina, por um amigo de Pedro Henrique, após o acidente. Mas o jovem, que não foi identificado, afirma que não sabia da compra e venda de animais.
“Eu só fiquei sabendo através da mídia sobre o acidente. Aí eu fiz a ligação dos fatos”, afirmou a testemunha.
A Naja que picou Pedro Henrique foi encontrada na noite de quarta-feira (8), perto de um shopping, no Lago Sul. De acordo com o BPMA, a serpente estava em uma caixa, em um local escuro, atrás de um monte de areia.
Confira abaixo as fotos de algumas das serpentes exóticas encontradas:








