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sexta-feira, 28 agosto, 2026

Focos de incêndio na Serra do Japi duplicam durante o inverno

Por conta do baixo índice de chuvas durante o inverno, os focos de incêndio aumentam de forma significativa em toda a vegetação. Na Serra do Japi, em Jundiaí, o crescimento médio registrado é de 100% nesta época do ano, em comparação com o verão, quando chove bastante.

Os dados são da Divisão Florestal da Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ), que informou ainda que entre janeiro e julho de 2020 foram combatidos 150% mais focos de queimadas do que nos primeiros sete meses de 2019.

O inspetor Adilson Marestoni chefia a Divisão Florestal da GM e alerta que são várias as causas destes focos, desde uma bituca de cigarro jogada na beira da estrada à queima de lixo ou galhos de árvores podados nas propriedades da serra.

“Visitantes e moradores devem ter consciência do perigo de se queimar mato ou lixo em época de estiagem. A Guarda Municipal, com ajuda do Corpo de Bombeiros, combate as chamas e vem realizando regularmente, durante a pandemia do Novo Coronavírus, ações de barreira sanitária para, de forma educativa, orientar as pessoas para que não queimem mato ou lixo onde há vegetação seca, usem máscara e mantenham distanciamento social”, revelou Adilson.

Só em 2020, a GMJ e a Polícia Militar já fizeram 80 ações do tipo no bairro Santa Clara. Além disso, foram apreendidos dois balões nos sete primeiros meses do ano, contra seis em todo o ano de 2019.
Os possíveis focos de incêndio são monitorados pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Divisão Florestal, que utiliza câmeras de monitoramento.

Duas ocorrências em um dia

Na última segunda-feira (27), a Guarda Municipal de Jundiaí atendeu uma ocorrência de fogo na Serra do Japi, nas proximidades do Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, a poucos metros da Reserva Biológica. O primeiro foco foi controlado por volta das 13h, mas depois descobriu-se um segundo foco, que na verdade era decorrente do anterior, de acordo com a GM. Cerca de 10 mil metros quadrados da serra foram atingidos.

“A suspeita é que uma bituca de cigarro jogada em local de mato seco provocou o fogo. Isso tem que ser evitado, assim como a queima de mato, lixo ou de galhos podados de árvores em regiões de vegetação. Para tirar dúvidas ou denunciar fogo na Serra do Japi o munícipe deve ligar para os telefones 153, da Guarda Municipal, ou 193, do Corpo de Bombeiros de Jundiaí”, completou o inspetor Adilson Marestoni.

Segundo a superintendente da Fundação Serra do japi, Vania Plaza Nunes, moradores e turistas da região têm frequentado bastante o local durante a pandemia de Covid-19, descumprindo a regra de isolamento social e lei ambiental.

“Estas pessoas vêm entrando em grande número pelos bairros Santa Clara e Eloy Chaves, e várias delas fazem aglomerações e sujeira na serra. Alguns ainda põem fogo na mata ao queimar lixo ou restos de vegetação, sem nenhuma ideia dos impactos que um incêndio em mata pode trazer. O fogo pode matar animais e insetos fundamentais para a existência da própria Serra do Japi. Nosso maior patrimônio ambiental deve ser frequentado com obediência à lei, bom senso e respeito à fauna, à flora e às medidas tomadas contra a Covid-19”, afirmou.

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