Um lobo-guará que foi resgatado com ferimentos graves causados por um atropelamento, em 2018, voltou a andar após passar por um longo tratamento na Associação Mata Ciliar, em Jundiaí. O bicho corria o risco de ter as pernas amputadas.
Segundo a veterinária que cuidou de Tambú, como ele foi chamado na cidade, após o acidente o animal chegou para tratamento com uma fratura exposta e contaminada, o que era bastante grave.
“Na cirurgia, tivemos o sucesso em uma das pernas, mas a outra não, devido à gravidade da lesão. Ele teve que fazer uma segunda cirurgia em que os próprios ortopedistas acharam que a situação não era muito favorável e teria que ser amputada. Mesmo assim, tentamos mais uma vez e na terceira deu certo”, lembra Jéssica da Silva Paulino.
Mas tudo acabou bem. Agora o animal já está recuperado da fratura. No entanto, ainda precisa ser estimulado a exercer seu comportamento natural, já que há dois anos não tem contato com a natureza.
Tambaú está sendo avaliado por meio de vídeo monitoramento em um recinto com 2 mil metros quadrados e recebe medicação periódica. Há câmeras no local que registram os seus movimentos. Caso a avaliação seja favorável, ele deve voltar à natureza.
“O que é outro desafio, já que as áreas de Cerrado no Brasil estão desaparecendo rapidamente, o que dificulta encontrar uma boa área para ele sobreviver”, disse Jéssica.
Resgate e tratamento
Na época em que Tambú foi resgatado, ele estava com ambas as pernas quebradas e em partes complicadas para passar por cirurgia.
Por conta disso, foram necessárias quatro cirurgias para que o animal se recuperasse completamente. Neste período, o lobo foi cuidado de perto e alimentado por tratadores.
Segundo a Associação Mata Ciliar, cerca de 20 animais já foram recolhidos para tratamento, sendo dois só em 2020.






