De acordo com o secretário de educação da cidade de São Paulo, Bruno Caetano, as aulas não devem voltar em setembro na capital, como previsto pelo governo anteriormente. Ele ainda afirmou durante entrevista que não há previsão para isso acontecer e os alunos não serão reprovados este ano.
“Não há data ainda definida, o prefeito Bruno Covas já disse que as aulas na capital voltam apenas quando a (secretaria estadual de) Saúde entender ser seguro. Então se for dia 8, a saúde tem que dar a autorização, mas pode ser e é muito provável que não seja já no dia 8”, disse.
“A secretaria (de Educação) segue se preparando para quando a Saúde autorizar tudo esteja em ordem, seja com a contratação de professores emergenciais, temporários, seja com novos protocolos de limpeza, a questão pedagógica e também a aquisição de vagas junto à rede privada”, acrescentou Caetano, lembrando que a prefeitura mantém seu plano de “comprar” vagas na rede particular de ensino.
De acordo com o secretário, o prefeito Bruno Covas optou por não reprovar os alunos em 2020, isso porque no próximo ano há um plano de reforço escolar.
“A secretaria trabalha num grande programa de reforço escolar. Então, momento um: quando as aulas presenciais voltarem, (será aplicada) uma provinha, para a gente saber o que os alunos aprenderam e o que não. A partir do resultado vamos calibrar um grande programa de recuperação e reforço que vai acontecer ao longo desse ano e todo o ano que vem”, disse Caetano.
“Daí não haver sentido fazer a reprovação nesse ano, uma vez que a recuperação vai ser dar em dois anos”, concluiu o secretário.
A volta às aulas prevista para 8 de setembro depende da permanência de todas as cidades do estado na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo de Flexibilização, por no mínimo 28 dias.





