O presidente Jair Bolsonaro afirmou na quarta-feira (19), que pretende estender o pagamento do auxílio emergencial até dezembro de 2020. Apesar disso, o valor não deve ser o mesmo paga atualmente, R$ 600, deve ser menor.
“Alguém falou da Economia em R$ 200. Eu acho que é pouco. Mas dá para chegar em um meio-termo e nós buscarmos que ele venha a ser prorrogado por mais alguns meses, talvez até o final do ano”, disse o presidente.
Segundo informações não oficiais de fontes próximas do governo, o benefício será ampliado, mas com valor de R$ 250, por meio de uma medida provisória (MP), que deve ser editada nos próximos dias.
Estima-se que o auxílio emergencial de R$ 600 custe cerca de R$ 50 bilhões por mês ao governo. Já uma eventual parcela de R$ 250 representaria um custo de R$ 20 bilhões, uma economia de R$ 30 bilhões em relação ao custo do benefício atual.
Mesmo que o benefício tenha aumentado a popularidade do presidente em mais estados brasileiros, o ministro Paulo Guedes tem se posicionado contra a manutenção do auxílio emergencial.
A equipe econômica do governo defende que não é possível estender o benefício para além de 2020 sem romper o teto de gastos. Vale lembrar que, com a aprovação do estado de calamidade pública, as despesas relacionadas à pandemia neste ano estão classificadas como extraordinárias e ficam de fora da regra do teto de gastos.
Por outro lado, o programa tem ajudado os trabalhadores informais durante a pandemia, e custa R$ 254 bilhões até setembro.






