Doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil. Esses males matam duas vezes mais que os tipos de câncer e quase três vezes mais do que acidentes e situações de violência, representando ainda o triplo dos falecimentos por doenças respiratórias e 6,5 vezes mais que todas as infecções, incluindo o vírus da AIDS.
Pensando nisso, neste dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração, que tem como intuito alertar e conscientizar a população sobre a importância de se manter hábitos saudáveis e preservar a saúde do coração.
Ao todo, 1.100 vidas são perdidas por dia, o que representa uma morte a cada um minuto e meio. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a estimativa é que quase 400 mil pessoas devem morrer por doenças cardíacas e circulatórias até o fim de 2020.
Doenças do coração em bebês e crianças
Na primeira infância, as cardiopatias congênitas, presentes desde o nascimento (ou antes disso) são as mais comuns. Qualquer alteração do coração ou dos vasos sanguíneos pode evoluir para uma doença, que dependendo do grau vai necessitar de uma intervenção cirúrgica logo nos primeiros dias de vida ou ainda dentro do útero.
Adolescentes e doenças cardiovasculares
Nessa fase da vida, as enfermidades do coração estão mais relacionadas aos níveis de colesterol elevados, obesidade e sedentarismo.
Uma cardiopatia congênita também pode se manifestar de forma tardia nessa faixa etária.
Outra ocorrência, mas pouco comum no Brasil, é a complicação cardíaca provocada pela febre reumática, doença mais frequente em crianças na idade escolar e adolescentes, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. A enfermidade pode levar a “uma inflamação em uma ou mais válvulas do coração”.
Doenças cardíacas em adultos
Nessa fase, a doença isquêmica e o enfarte são mais comuns. Por isso, o grande objetivo das campanhas de prevenção de doenças cardíacas é controlar ou prevenir os fatores de risco, como pressão alta.
Cerca de 30% dos adultos e 60% dos idosos são hipertensos. É nessa faixa etária também que a diabete, obesidade e tabagismo tem incidência importante, com risco para problemas no coração.
Idosos com doenças do coração
A cardiopatia isquêmica ainda é a principal ocorrência em idade mais avançada, principalmente se a pessoa ficou muito tempo exposta a fatores de risco não controlados.
Prevenção de doenças cardiovasculares
O estilo de vida de uma pessoa está muito relacionado à saúde do coração dela. Por isso, é importante eliminar os hábitos ruins e reforçar os saudáveis para evitar problemas no coração e no sistema vascular.
Uma alimentação balanceada, com quantidades adequadas de carboidratos, proteínas, verduras, vegetais e frutas ajudam a regular o organismo e trazer bem-estar. Fazer atividades físicas, mesmo que seja uma caminhada diária por dez minutos, já contribui para a saúde do órgão.
Em caso de ter algum fator de risco como hipertensão, colesterol alto ou histórico familiar, o ideal é procurar um médico o quanto antes para fazer acompanhamento.





