A empresa de chás naturais Maravilhas da Terra, com sede administrativa em Jundiaí, está sendo investigada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após comercializar e divulgar produtos sem registro.
Segundo o órgão, foram identificados nas composições dos produtos, fitoterápicos que não são autorizados para alimentos.
A Vigilância Sanitária de Jundiaí informou que em março deste ano a empresa já havia sido autuada e interditada por comercializar chás de espécies vegetais que não constam no regulamento específico para o preparo de chás, apresentando riscos á saúde.
Segundo a prefeitura, os produtos foram analisados pelo conteúdo dos rótulos.
Desta forma, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão da utilização dos produtos até que se encerre o processo, além da proibição da venda dos lotes que tenham a composição não autorizada.
Mesmo assim, a empresa entrou com ação judicial, que está em andamento. Enquanto isso, a prefeitura informou que no fim de julho deste ano, a Vigilância encontrou outro endereço da mesma empresa sem licença sanitária.
“Foi constatado que houve alteração na formulação de alguns produtos, no sentido de adequá-los à legislação, porém a Vigilância encontrou grande quantidade daqueles mesmos produtos irregulares no estoque”, afirma a prefeitura.
O local foi novamente autuado, interditado e foi determinada a inutilização dos lotes e uma multa para o estabelecimento. Ao todo, foram apreendidas mais de 13 mil unidades de chás com a composição não autorizada, além de 108 caixas com 60 sachês cada.
Algumas das composições identificadas pela prefeitura, são: cavalinha, centella asiática, pau tenente e pata de vaca. Grande parte dos produtos estava com indicação no rótulo que o consumo ajudava na digestão, aceleração do metabolismo, emagrecimento e queima de gordura.
Segundo a Anvisa, essas composições não estão autorizadas para alimentos, pois há alguns fitoterápicos que são considerados medicamentos e precisam de registro.
Além disso, em agosto desse ano um novo dossiê de investigação foi aberto para verificar novas irregularidades.





