Enquanto o pobre luta para ter uma mistura em suas refeições e depois da notícia de que o Ministério da Defesa gastou mais de R$ 632 milhões com alimentação em 2020, com gastos que incluíam chiclete, vinhos e leite condensado, novo levantamento mostrou que as Forças Armadas compraram cerca de 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 mil quilos de picanha.
E, para ‘piorar’ a situação deputados apontam que os gastos foram superfaturados em mais de 60%, ou seja, além de comprar tudo isso com dinheiro público o preço pago pelas regalias é ate 60% maior do que o usado no mercado.
No documento entregue pelos parlamentares à Procuradoria-Geral da República (PGR), eles afirmam que as compras revelam o “uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas.
Segundo o levantamento, foram compradas 500 garrafas de cerveja Stella Artois, no valor de R$ 9,05; três mil garrafas de Heineken, por R$ 9,80; e 3.050 garrafas de Eisenbahn pelo preço unitário de R$ 5,99.
“Essas bebidas especiais são mais caras e elitizadas, estando distantes dos cidadãos mais pobres”, citam os deputados no texto da denúncia.
No documento, os parlamentares apontam também o superfaturamento das bebidas. As Forças Armadas teriam adquirido 1.008 latas de Bohemia Puro Malte de 350 ml pelo preço unitário de R$ 4,33. Em levantamento feito nos supermercados a mesma cerveja foi encontrada pelo preço de R$ 2,59, o que caracterizaria um sobrepreço de 67%.





