Mulheres tem mais agilidade que os homens para buscar alternativas nos negócios, segundo pesquisa
Todos os negócios foram afetados na pandemia, a diferença está em como cada empresa lidou com o momento de crise. Uma análise recente de pequenos negócios fundados por homens e mulheres, feita pelo Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que as mulheres empreendedoras foram mais ágeis na hora de implementar inovações em seus negócios durante a pandemia.
Segundo a pesquisa, 11% das empreendedoras trouxeram inovações para seus negócios durante a crise, enquanto somente 7% dos homens declararam ter feito alguma mudança nesse sentido.
Nicole Sarantopoulos, fundadora da Lilly Estética, é um exemplo dessa habilidade feminina. Sua empresa, criada há 14 anos em Ribeirão Preto, implantou em setembro do ano passado uma nova estratégia de fidelização do cliente e fez seu negócio crescer 300% desde que começou a pandemia. A novidade que impulsionou esse sucesso foi o clube de assinaturas que está presente em outros setores, porém inédito no segmento de estética.
“As pessoas pagam mensalidades para ter vinhos, flores, livros, produtos para pet todos os meses, por que não pagar para manter a beleza e o bem-estar em dia? Dessa forma conseguimos tornar acessível procedimentos estéticos de última geração que antes eram possíveis apenas para uma camada privilegiada da população, além de fidelizar o cliente. Em apenas nove meses de programa, já temos mais de 10 mil assinaturas”, explica Nicole.
Nesse período, a rede de clínicas de estética passou de três para 12 unidades nos estados de São Paulo e Minas Gerais, abrindo mais de 250 vagas de emprego. Para manter o alto padrão de atendimento na expansão, Nicole mantém um rigoroso programa de treinamento inicial de 120 horas para os novos colaboradores. “Um dos nossos diferenciais é a excelência no atendimento e a qualidade de equipamentos de última geração. Nosso time é altamente treinado porque lidamos com a saúde e o bem-estar das pessoas”, garante a empresária.
Outra pesquisa, divulgada pelo IBGE esse ano, mostra que o número de mulheres ocupando cargos de liderança caiu de 39,1% em 2018 para 37,4% em 2019. Na Lilly Estética, o caminho é contrário, a rede tem forte característica de valorizar a mão de obra feminina e atualmente, 91% do quadro de funcionários é formado por mulheres, sendo que 77% dos cargos de liderança são ocupados por elas. “Temos a missão não somente de impactar a vida dos nossos clientes promovendo bem-estar e autoestima, mas também de dar oportunidades justas e valorizar o trabalho das mulheres. Temos encontrado profissionais altamente capacitadas e preparadas para os cargos, por isso podemos afirmar que somos uma empresa com essência feminina e isso tem sido fundamental para nosso sucesso”, finaliza Nicole.





