Identificada pela primeira vez na Índia, em outubro de 2020, no estado de Maharashtra, a variante Delta está mudando a visão sobre a pandemia. O número de infectados com a cepa Indiana não para de crescer, mesmo em países com maior número de pessoas vacinadas.
Presente em mais de 100 países, incluindo o Brasil, a variante preocupa por ser mais transmissível do que as outras cepas. A mutação virou dominante em países que tinham a doença controlada, mas agora registram aumento de casos
A nova cepa, causa sintomas diferentes do coronavírus. Os casos têm menor ocorrência de tosse e perda de paladar e olfato. “Temos visto mesmo que os sintomas da Delta são mais febre, dor no corpo, coriza, dor de garganta, pouquinho menos de tosse se comparado com os infectados no ano passado e do começo deste ano. Nos primeiros dias de infecção, os sintomas são muito parecidos com os dos vírus respiratórios, principalmente a gripe”, explica o infectologista Gustavo Henrique Johanson, médico do Hospital Albert Einstein.
Pelo menos 200 pessoas já foram infectadas com a variante em oito Estados Brasileiros, entre eles Rio de Janeiro, Santa Catarina, Maranhão, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Goiás. Os dados são do Ministério da Saúde. Com 89 casos, o Rio é o lugar com mais infectados do país.
De acordo com a Organização da Saúde, a delta é uma das chamadas “variantes preocupantes”. Nos países com vacinação mais avançada, a grande maioria dos casos novos são em pessoas que ainda não se vacinaram completamente com as duas doses.





