Suspeitas de aplicar golpes por meio de um sofisticado serviço falso de call center, sete pessoas foram presas em flagrante na última terça-feira (21), na capital paulista.
A liberação dos presos se deu por decisão da juíza Julia Martinez Alonso de Almeida Alvim, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na tarde de ontem (22), mas liberadas em seguida pela Justiça.
A magistratura alega que os suspeitos são primários, com bons antecedentes criminais e os crimes atribuídos a eles não foram praticados mediante violência.
“Os criminosos mantinham em computadores uma relação com centenas de milhares de vítimas , com cadastros em todas as regiões do país”, explicou o delegado Pedro Ivo Corrêa, titular da 5ª Delegacia do Patrimônio do Deic, especializada na investigação de roubos a bancos.
O golpe
Tudo começa com a quadrilha comprando os cadastros das vítimas. A origem das listas, assim como sua comercialização, ainda são investigadas.
Em seguida, o grupo traçava uma estratégia para atacar a vítima. Em alguns casos cobrava o pagamento com parcelas de empréstimos sendo confirmadas. Em outros, golpistas fingiam que a ligação para corrigir alguma falha de segurança na conta do idoso, alegando que a vítima corria o risco de ser vítima do golpe.
Com isso, o objetivo era conseguir que a vítima revelasse a senha e desse aos criminosos acesso à conta.
O bando atuava desde o início do ano passado em um imóvel no bairro da zona norte de São Paulo, onde os sete criminosos foram presos em flagrante.
Prevenção
O delegado Jacques Ejzenbaum, titular da 4ª Delegacia do Patrimônio do Deic, alerta que caso a pessoa receba uma ligação no telefone fixo de um funcionário de agência bancária, deve entrar em contato com o banco usando o celular em seguida.
Se confirmado que a instituição bancária não procurou a vítima, ela deve informar à polícia sobre o golpe.
Se o golpe for constatado, a vítima deve ligar imediatamente para a gerência de sua agência, além de registrar um boletim de ocorrência, para que a polícia identifique os criminosos.





