O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares anunciou que deixou de fabricar medicamentos usados para o diagnóstico e o tratamento de câncer por falta de dinheiro.
O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) produz 85% do que o Brasil usa dessas substâncias. Mas, por falta de dinheiro, o Ipen não conseguiu mais comprar os insumos usados na produção.
Luis Antonio Genova, pesquisador do instituto e também diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de São Paulo, explica que a falta de recursos já era um problema anunciado.
“O Ipen sofreu um corte bastante severo no orçamento. Então desde o início do ano já se sabia que a situação ia chegar a esse ponto. Estão faltando mais de R$ 70 milhões para gente terminar o ano, ainda assim sem contar a valorização do dólar, porque tem muita parte assim que é importada”, diz.
A produção parada já está obrigando hospitais e clínicas a suspender exames e sessões de tratamento. O empresário Paulo Pinheiro operou um câncer na tireoide e tinha agendado uma primeira sessão de iodoterapia.
“O doutor acabou de me ligar dizendo que, infelizmente, por falta do medicamento, vai ter que ser reagendado e feita toda a programação novamente. Me senti frustrado, porque a gente quer tirar logo da frente, ainda mais se tratando de um câncer. A gente sabe que isso por ser um negócio que pode se expandir”, conta Paulo.





