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quinta-feira, 13 agosto, 2026

Cientistas recomendam uso de máscara por mais dois ou três anos

“A população terá que usar máscaras de proteção contra covid-19 no mínimo, por pelo menos mais dois anos, talvez três”. A afirmação foi feita pelo diretor médico da farmacêutica chinesa Sinovac, Zijie Zhang, durante entrevista ao jornal Valor Econômico. 

Dentro do Instituto Butantan, Zhang está há três meses trabalhando em São Paulo graças à parceria do laboratório com o governo paulista – juntos, eles desenvolveram a Corona Vac.

Segundo ele, a recém-descoberta variante ômicron impõe desafios como a importância da dose de reforço. Dados preliminares revelados na última sexta-feira apontaram que a eficácia da vacina contra infecções sintomáticas é significativamente menor contra a ômicron para quem recebeu duas doses, mas que uma terceira dose (Pfizer e Moderna) pode aumentar a proteção para mais de 70%.

“Precisamos que a população tome os reforços. Veja, no continente africano somente 10% das pessoas tomaram a vacina. E mesmo nos EUA menos de 40% tomaram as doses de reforço. A melhor maneira de reduzir a transmissão é tomando o reforço”, diz.

“Se duas doses protegem por seis meses, talvez o reforço possa proteger por um ano. É o que estamos estudando”, acrescentou ele.

De acordo com o cientista, as primeiras doses das vacinas, incluindo a Corona Vac, possivelmente são menos eficazes contra a variante em relação às demais cepas, mas isso não reduz a necessidade de que as pessoas tomem as doses de reforço, já que os laboratórios têm trabalhado para atualizar os imunizantes.

A Sinovac anunciou na semana passada que trabalha na adaptação da Corona Vac para combater a nova variante. A previsão é que a pesquisa seja concluída em três meses.   

A Moderna e outras empresas farmacêuticas, como a Pfizer, já começaram a trabalhar para adaptar suas vacinas à nova variante, se necessário.

O cientista lembrou que as farmacêuticas também desenvolveram vacinas para a variante delta, mas viram que os imunizantes ainda desempenham um bom papel contra ela. “A taxa de proteção era muito similar entre a vacina desenvolvida para a delta e as outras. Em termos de proteção vacinal, a delta não era tão perigosa”, explicou.

“Já a ômicron possui mais mutações e pode reduzir rapidamente os anticorpos das vacinas. É por isso que essa variante pode ser mais problemática que as anteriores.”

Ômicron

A ômicron, nova variante do coronavírus que teve o primeiro caso registrado na África do Sul, já foi detectada com mais de 40 países até o momento, o que fez com que algumas nações adotassem restrições.

O Brasil entrou na lista em 30 de novembro. O total de infecções pela nova cepa no país chegou a 11 ontem. 

A nova variante foi classificada como “preocupante” pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ela tem uma proteína de espigão diferente daquela do coronavírus original, na qual se baseiam as vacinas contra covid-19.

Além de vacinação completa e de reforço quando oferecido, a orientação para evitar infecções continua a mesma para todas as variantes: manter distanciamento, lavar as mãos, usar máscara de forma adequada (cobrindo nariz e boca), lavar as mãos e evitar lugares fechados ou com aglomeração.

(Fonte: Reuters)

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