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quinta-feira, 13 agosto, 2026

Pesquisa revela que dois em cada três brasileiros são à favor do comprovante de vacinação

Levantamento realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), entre 18 e 23 de novembro, mostra que dois em cada três brasileiros (65%) são favoráveis a que os estabelecimentos comerciais e outros lugares exijam o comprovante de vacinação contra a Covid como condição para os clientes frequentarem o local.

Ainda segundo a pesquisa, apenas 22% são contra essa prática. Os dados mostram, no entanto, que essa exigência ainda não está disseminada. Só 18% das pessoas que responderam à pesquisa tiveram de comprovar a vacinação em algum dos lugares que frequentaram nos três meses anteriores.

A enquete foi realizada antes de o chamado passaporte da vacina entrar no centro do debate no Brasil, após a determinação de que viajantes devem apresentá-lo para poder ingressar no país.

O desejo de se precaver contra o coronavírus aparece também em outro dado da pesquisa: 66% dos entrevistados têm medo de conviver diariamente com pessoas que não tomaram nenhuma das doses da vacina.

Realizada antes de a nova variante do coronavírus, a ômicron, ser descoberta, a pesquisa mostrou ainda que o medo de frequentar lugares públicos é menor entre os não vacinados, principalmente entre as pessoas que não receberam nenhuma dose de vacina.

Enquanto 65% dos brasileiros totalmente imunizados têm algum temor de ir a shows e eventos, o percentual cai para 39% entre aqueles que não tomaram nenhuma dose do imunizante.

No geral, essa é a atividade que mais desperta algum tipo de temor entre os entrevistados, considerando imunizados ou não. Sessenta e um por cento deles afirmam que têm medo muito grande (16%), grande (22%) ou médio (23%) de ir a shows ou eventos.

O trabalho presencial é a atividade que menos assusta os entrevistados: 23% afirmam que têm medo muito grande (8%) ou grande (15%), e 27% dizem que o medo é médio.

Quanto ao uso da máscara, 66% dos que já não fazem uso da proteção são a favor do fim da obrigatoriedade, enquanto 25% são contra. Já entre os que mantêm a rotina em todos os lugares, 56% são contra o fim da obrigatoriedade e 30% são a favor.

Entre os entrevistados, 36% afirmam que continuarão usando a máscara de proteção em algumas situações, 35% seguirão usando mesmo depois que elas deixarem de ser obrigatórias, e 28% deixarão de usá-las assim que forem liberados pelos órgãos de saúde. Dois por cento não opinaram.

Ao todo, 2.016 pessoas com idade a partir de 16 anos foram entrevistadas presencialmente, com uso de tablets, pelo Instituto FSB Pesquisa nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A amostra foi controlada a partir de quotas de sexo, idade, região e escolaridade.

Após a pesquisa, foi aplicado um fator de ponderação para corrigir eventuais distorções em relação ao

plano amostral. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%.

(Fonte: Folha de SP)

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