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sábado, 8 agosto, 2026

Apologia ao nazismo rende inquérito a Monark e ameaça o sucesso do Flow Podcast

Polêmica, e das grandes, no mundo dos Youtubers. Claro que estamos falando de Monark e do Flow Podcast que, em debate exibido na última segunda-feira (7), o apresentador Bruno Aiub (Monark) defendeu a criação de um partido nazista reconhecido por lei, incluindo falas de apologias como “se um cara quiser ser antijudeu, ele tem o direito de ser”. Resultado: O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito contra o youtuber. As informações são do UOL.

No documento, os promotores declaram que a conduta de Monark e do Flow serão investigadas para determinar se houve divulgação de pensamento antissemita e a possível existência de dano moral coletivo, difuso ou social.

Tem mais, por meio da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, o Ministério Público pede que o YouTube retire do ar o vídeo sobre nazismo e encaminhe a relação de todos os comentários feitos durante a transmissão ao vivo. Mais de 400 mil pessoas assistiram ao programa.

Participavam do Flow Podcast o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Kim sugeriu que grupos radicais ganham força quando o cerceamento de ideias extremistas é praticado em detrimento da liberdade de expressão. Tabata rebateu as declarações de Monark dizendo que o nazismo põe a população judaica em risco. 

Ainda de acordo com o MP, o conteúdo nazista e antissemita “é inquestionável”. Assinam o documento os promotores Anna Trotta Yaryd e Reynaldo Mapelli Júnior, além do analista jurídico Lucas Martins Bergamini.

“Houve expressa defesa da criação de um partido nazista, como se este partido fosse decorrência do direito à liberdade de expressão. Não é. A criação de um partido nazista representa, em síntese, a criação de um partido político feito para perseguir e exterminar pessoas, notadamente judeus, mas também pessoas com deficiência, LGBTQIA+ e outras minorias”.

Monark e Kataguiri sob investigação

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) também é alvo de investigação. O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a abertura de inquérito para apurar suposta prática de crime de apologia ao nazismo.

O deputado afirmou que irá colaborar com as investigações da PGR e disse ser alvo de perseguição política por parte de Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao órgão em 2019.

Oposição do atual governo, em janeiro, Kim participou de evento de filiação de integrantes do MBL ao Podemos, partido pelo qual o ex-ministro Sergio Moro deve concorrer à Presidência da República.

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