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sexta-feira, 7 agosto, 2026

Brasileira participa de edital e arremata casa por 1 euro

No intuito de atrair moradores para os centros históricos abandonados, países como a França, Croácia, Espanha e Itália lançaram editais para vender casas pelo valor simbólico de um euro. A arquiteta mato-grossense Paula Magalhães, de 35 anos, foi uma das sortudas que conseguiu uma dessas residências. Ela viu um anúncio, se inscreveu e arrematou uma casa na cidade italiana de Calábria. As informações são da Casa Vogue.

Nesses editais, arquitetos e interessados se inscrevem, enviam o seu projeto para a residência e ganha o que conseguir mais pontos dos jurados. Para isso é necessário cumprir algumas regras e priorizar a restauração das propriedades abandonadas.

Em entrevista, Paula relatou que se mudou para a Itália por tempo indeterminado no intuito de conseguir a cidadania. Durante sua procura por um novo lar, encontrou essa casa histórica parcialmente deteriorada.

Crédito: Arquivo pessoal

A brasileira conta que encontrou a casa abandonada, mas ao invés de focar na bagunça, no que havia de errado, se atentou que ela tinha um arco muito bonito, e nada de feio. Assim Paula só imaginava ela reformada e estruturada.

“Acabei entrando nessa, aluguei uma casa no centro histórico e participei do edital. O desafio maior eram as pessoas que ficavam falando que eu não ia conseguir, por ser mulher, estrangeira, e ainda porque escolhi a casa mais disputada, na rua principal da cidade”, completou.

Em seu projeto, a arquiteta decidiu misturar um pouco da cultura mato-grossense com os aspectos históricos italianos que a residência trazia. “Optei por usar uma pedra típica da região, as janelas e esquadrias continuaram de madeira e ferro e as molduras foram restauradas. Se eu estou em uma casa que tem mais de 200 anos, não posso passar um reboco na parede e apagar tudo, eu gosto de preservar a memória.”

Nova casa

Em novembro de 2021, Paula recebeu a boa notícia de que o seu projeto havia ganhado a maior pontuação e assim poderia executá-lo em seu novo lar.

“Além da documentação, eu tive que assinar um seguro, tipo um cheque-caução de mil euros, porque caso eu fugisse do projeto ou abandonasse a casa, eu teria de pagar.”

A residência arrematada pela arquiteta é de 1959, tem 80 m², três andares e três quartos.

A sua expectativa é de que nos próximos meses o projeto comece a ser implementado.

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