Após a programação do 24º Festival Enredança, a Unidade de Gestão de Cultura (UGC) volta a incluir em sua programação atrações relacionadas a dança. Desta vez, porém, em comemoração ao Dia Internacional da Dança sobe ao palco do Teatro Polytheama, dois espetáculos produzidos por companhias de Jundiaí.
Nesta sexta-feira (29), a partir das 19h30, com entrada gratuita, serão apresentados os espetáculos “Fevo – O corpo que eu habito você não mora mais”, com À Margem Coletivo de Dança, e “Percurso”, com o IOA Cia. de Dança, e abertura por conta do grupo de Dança Geração mais 60.
Cada pessoa terá direito a dois ingressos, que poderão ser retirados a partir das 10h desta quinta-feira (28), tanto na bilheteria do teatro (Rua Barão de Jundiaí, 176, Centro) quanto pela internet, por meio da plataforma Sympla.
De acordo com o gestor de Cultura, Marcelo Peroni, a ação completa um ciclo de atividades desenvolvidas em diversos pontos da cidade, oportunidade para que escolas, academias, grupos de dança e bailarinos solo pudessem mostrar a sua arte e seu potencial. “Quando se fala em Dança, Jundiaí se destaca no cenário nacional como um polo produtor de grande qualidade e referência. A cada ano, mais e mais bailarinos deixam Jundiaí e passam a integrar companhias de grandes centros brasileiros e também do exterior”.
Peroni lembra que essa história teve início com Glória Rocha, uma mulher à frente do seu tempo. “Ela lutou com toda paixão pela arte do movimento do corpo e que deixou um legado para a nossa gente, com marcas que se perpetuam na memória e na história”.
Outro aspecto observado por Peroni foi que a dança tem o poder de captar e transmitir traços particulares de diferentes culturas através dos tempos. “Existem diversos estilos de dança diferentes, cada um com a sua própria personalidade. O Dia da Dança busca a valorização dessas identidades distintas. O público que comparecer ao Polytheama vai assistir a dois excelentes espetáculos, com concepções diferentes e distintas. Será uma grande noite de comemoração, ” finalizou.
As apresentações
“Fevo” é um espetáculo de dança do À Margem Coletivo de Dança, criado a partir dos depoimentos de algumas dentre milhares de mulheres que sofrem agressões domésticas, e do dado alarmante do crescimento destes casos de durante o período da pandemia do covid-19. No espetáculo a figura a casa é usada para intensificar o quanto esse ser feminino se sente humilhada, invadida e desestruturada nesta situação que acontece justo onde deveria ser lugar de proteção, bem como o corpo-casa, que se vê invadido e agredido na maioria das vezes por quem deveria amá-lo e protegê-lo.
O À Margem Coletivo de Artes foi criado em 2005 pela atriz e bailarina Ellen Navarro e o artista plástico Andrey Guaianá Zignnatto, com o objetivo de desenvolver oficinas de arte em apoio a projetos e instituições que trabalham com pessoas que vivem em situação de alta vulnerabilidade social. Desde sua criação o coletivo já atuou na Síria, Líbano, Angola, Cuba e no Brasil com destaque para projetos com refugiados de guerra, famílias que vivem na região conhecida como Cracolândia em São Paulo, e centros de detenção do sistema prisional paulista. A partir destas experiências, o coletivo começou um processo de desenvolvimento de ações artísticas, resultando em performances, vídeo arte e espetáculos de dança contemporânea.
Fonte: Assessoria de Comunicação PMJ





