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quinta-feira, 30 julho, 2026

Em 2021, educação básica registrou 627 mil matrículas a menos que no ano anterior

A pandemia trouxe muitas consequências, como evasão escolar e defasagem no aprendizado. Por isso, um relatório feito pela Unesco com a contribuição de mais de 1 milhão de pessoas oferece reflexão sobre o futuro da educação

Dados da 1ª etapa do Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que em 2021 houve uma redução de 1,3% no número de matrículas na educação básica do Brasil. Ao todo, foram contabilizadas 46,7 milhões de matrícula nas 178,4 mil instituições de educação básica do país, cerca de 627 mil a menos que em 2020.

Todo mundo sabe que o conhecimento e educação são a base para a inovação. Em meio às mudanças ambientais, sociais e tecnológicas que a sociedade tem vivido, o conhecimento e a educação se fazem ainda mais necessários. Sabendo que a pandemia de coronavírus trouxe consequências seríssimas à educação, como evasão escolar e defasagem no aprendizado, é necessário estar antenado ao futuro da educação para diminuir os efeitos desses problemas.

Um bom recurso para auxiliar é o relatório “Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação”. Durante dois anos, especialistas em todo o mundo conversaram com mais de um milhão de pessoas que responderam três perguntas sobre o futuro da educação: 1) o que devemos continuar fazendo? 2) O que devemos deixar de fazer? 3) O que devemos reinventar criativamente?.

Com base nessas contribuições, a Unesco, em parceria com a Fundação SM, compilou informações e divulgou o relatório “Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação”, cujo objetivo é oferecer uma reflexão que sirva de base para a construção de um futuro mais justo, equitativo e sustentável.

O professor e fundador da Moonshot Educação, José Motta Junior, explica que antes da pandemia já havia uma agulha alfinetando a educação para que ela se mexesse e tirasse um pouco do mofo. “A educação é um pouco linear, está acostumada com um roteiro. Por isso nos preocupamos pouco em transformar as aulas. Afinal, já tenho minha aula pronta, por que vou mudar tanto? Só que a pandemia chegou, tirou o professor da sala de aula e jogou ele diante de um computador, de um tablet, de um notebook. Assim, os professores tiveram que fazer um movimento para aprender algo novo, porque senão não faríamos a aprendizagem acontecer. Aos trancos e barrancos a gente fez”, garante.

Motta explica ainda sobre o futuro da educação com base no relatório divulgado pela UNESCO, que alerta que a reforma dos currículos e dos métodos de ensino devem levar em consideração três grandes mudanças recentes na sociedade: a globalização, a mudança climática e a revolução digital.

“São três pedidos feitos pela Unesco, sendo que o primeiro afirma que os professores não precisam falar tudo para que haja aprendizagem, e isso é aderente a minha crença como metodologia ativa. O segundo pedido é aumentar o fazer juntos, até porque nessa vida ninguém faz nada sozinho e isso é um preparo para a vida fora da escola, já que no dia a dia encontramos milhares de pessoas diferentes. E o terceiro pedido é que existam novos espaços de aprendizagem, pois a gente não aprende só na sala de aula, mas também aprende em outros espaços”, enfatiza.

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