Fonte: G1
Luiz Henrique Lima, o jovem de 22 morto na Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Niterói, no último domingo (7), levou pelo menos 11 facadas, uma delas na testa — tão violenta que perfurou o cérebro e fraturou o crânio.
A Polícia Civil já identificou um suspeito. Ele estava no mesmo grupo de Luiz Henrique e reclamou de um esbarrão. Houve uma discussão, mas a parada seguiu. Depois, em novo desentendimento, o autor sacou um canivete e o golpeou.
A TV Globo teve acesso ao laudo de necropsia do corpo de Luiz Henrique, que lista, além da facada na testa, três no tórax, duas no braço direito e cinco no braço esquerdo. A causa da morte foi traumatismo cranioencefálico por mecanismo perfurocortante.
O que dizem as autoridades
Apesar de ter feito um policiamento específico para o evento, a Polícia Militar não foi acionada para o crime. O Corpo de Bombeiros também não foi acionado para o caso.
Em nota, o Grupo Diversidade Niterói, fundador e organizador do evento, disse que Luiz Henrique se envolveu numa discussão e sofreu um “grave ferimento” e que “imediatamente parou o som, interrompeu a parada e mobilizou apoio à vítima”. Testemunhas disseram que a briga teria começado por causa de um empurrão.
A organização afirmou que enviou vídeos para os órgãos responsáveis e criticou a atuação policial. Alegou ter um “um contingente policial pequeno e insuficiente” para o público de 50 mil pessoas.
Em nota, a Polícia Militar enfatizou que o policiamento específico foi responsável por prender uma mulher acusada de roubo de celulares.
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos publicou uma nota em apoio à família de Luiz Henrique. A prefeitura informou que presta apoio psicológico, jurídico e socioassistencial aos familiares e que os acompanhou até a delegacia.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).





