A Câmara de Jundiaí recebeu, nesta semana, o 2º Colóquio Científico que reuniu pesquisadores, autoridades e representantes da sociedade civil para apresentar e discutir novos estudos sobre o sagui-caveirinha, espécie nativa e ameaçada que habita a região. O encontro reforçou a importância da pesquisa científica e do monitoramento ambiental para a conservação da fauna da Serra.
A atividade foi promovida pela Fundação Serra do Japi em parceria com a Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara. Desta vez, foram apresentados os resultados da pesquisa de Aline Croce, mestra em Biologia, realizada com o apoio de Mabel Sánchez Palacios, doutoranda em Ecologia, e orientação da doutora Eleonore Zulnara Freire Setz.
O estudo analisou a distribuição da espécie nas diferentes paisagens da Reserva Biológica da Serra do Japi e investigou a presença de indivíduos híbridos, resultado da interação com outros saguis. Aline destacou que o sagui-caveirinha, reconhecido pelo rosto branco e pela pelagem escura com tons dourados, é uma espécie endêmica de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e uma das mais ameaçadas entre os primatas.
“A Serra do Japi reúne condições ambientais que ainda permitem a manutenção de grupos do sagui-caveirinha. O levantamento de campo e as entrevistas com moradores da regiçao ajudaram a ampliar a compreensão sobre onde o sagui-caveirinha ocorre e como a população enxerga essa fauna. Esses dados são fundamentais para orientar estratégias de conservação mais efetivas”, afirmou Aline.
O 2º Colóquio Científico integra as iniciativas da Fundação Serra do Japi e da Prefeitura de Jundiaí para valorizar a produção científica, difundir conhecimento e fortalecer o engajamento social na preservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do interior paulista.




