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sexta-feira, 30 janeiro, 2026

Produção de tilápia em São Paulo cresceu 4% em 2025

A piscicultura paulista consolida-se como um dos pilares dinâmicos do agronegócio estadual e uma espécie vem se destacando neste cenário: a tilápia. A produção desse pescado registrou crescimento em volume, de acordo com dados preliminares do Valor da Produção da Aquicultura Paulista para o ciclo de 2025. O estudo revelou alta de 4% no volume produzido na comparação com 2024, atingindo 54,17 mil toneladas. Já o faturamento alcançou R$ 494,11 milhões. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

São Paulo mantém o posto de segundo maior produtor de tilápia do Brasil, atrás apenas do Paraná. A estrutura de processamento paulista é robusta: 21 frigoríficos concentram 86% do abate estadual, embora parte da produção ainda seja destinada a abatedouros em estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Segundo artigo científico, publicado no site do IEA, as perspectivas são otimistas: “Espera-se que as condições climáticas favoráveis de temperatura e luminosidade impulsionem a produção no segundo semestre, podendo reverter a queda no valor total da produção deste cálculo preliminar”, destaca o relatório.

A tecnologia de criação em tanques-rede contribuiu para alta na produção e produtividade da tilápia. Atualmente, esse sistema de cultivo está concentrado principalmente nos grandes reservatórios hidrelétricos do oeste paulista e já respondem por mais de 75% do volume total produzido no Estado

Tilápia é a preferida dos paulistas

A tilápia é a espécie de pescado preferida dos paulistas, seguida pelo salmão, pescada e atum. O alto custo da proteína, porém, é apontado como um dos principais fatores que limitam seu consumo. Os dados fazem parte de pesquisa recente realizada pelo Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo.

Segundo o estudo, o consumo de peixes, crustáceos e moluscos no Estado está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Em média, os paulistas consomem esses alimentos apenas de uma a três vezes por mês, enquanto a OMS sugere o consumo pelo menos duas vezes por semana.

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