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quinta-feira, 7 maio, 2026

Como identificar alergias e síndromes respiratórias

Espirros, tosse, coriza e falta de ar são sintomas comuns em períodos de mudança de temperatura. Apesar de semelhantes, podem ter origens diferentes e exigir cuidados específicos. Por isso, saber identificar esses sinais é essencial para evitar complicações e buscar o atendimento adequado no momento certo.

 Com a chegada das frentes frias, aumenta a circulação de vírus, o que também eleva a incidência de problemas respiratórios. Nesse cenário, uma dúvida frequente surge: é apenas uma alergia ou uma síndrome respiratória?

Apesar de apresentarem sinais semelhantes, os dois quadros têm causas distintas que exigem atenção para um diagnóstico certeiro. As alergias respiratórias estão relacionadas a uma condição própria do organismo. Segundo o pneumologista Eduardo Leme, do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, a alergia não depende de uma época específica do ano, embora possa se manifestar com mais intensidade nesse período.

“A alergia é uma condição que o paciente já possui. Ela está ali independentemente de clima ou estação, mas pode se manifestar de forma mais intensa quando há contato com substâncias que desencadeiam a reação alérgica”, explica.

Essas substâncias, conhecidas como alérgenos, incluem poeira, ácaros, mofo, pólen, pelos de animais, além de cheiros fortes, como perfumes e produtos de limpeza, e até mudanças bruscas de temperatura, que é a situação atual da nossa região. O especialista explica que as alergias respiratórias podem afetar diferentes partes do sistema respiratório, sendo elas as vias aéreas superiores, como nariz e garganta, com os sintomas mais comuns espirros, congestão nasal, coriza e coceira. E vias aéreas inferiores, como brônquios e pulmões, com sintomas de tosse seca, chiado no peito e falta de ar, especialmente em casos de asma.

Já as síndromes respiratórias não alérgicas são, em sua maioria, causadas por infecções virais ou bacterianas, como gripes e resfriados. Esses quadros tendem a ser mais frequentes durante o outono e o inverno, período em que há maior circulação de vírus. Embora os sintomas possam ser parecidos com os das alergias, alguns sinais ajudam a diferenciar.

“Nos quadros infecciosos, além da tosse e da coriza, é comum a presença de febre, dor no corpo, dor de cabeça e cansaço, sintomas que não são típicos das alergias”, destaca o pneumologista.

Em alguns casos, infecções respiratórias podem se agravar e evoluir para a chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com sintomas como dificuldade intensa para respirar e queda na oxigenação do organismo, podendo exigir internação. “Quando há piora dos sintomas, especialmente com falta de ar mais intensa, é fundamental buscar avaliação médica para evitar complicações”, reforça.

Além do diagnóstico correto, a adoção de hábitos preventivos é essencial para reduzir tanto crises alérgicas quanto síndromes respiratórias. Entre as principais recomendações estão evitar aglomerações, manter ambientes ventilados e higienizar as mãos com frequência. A atenção deve ser redobrada entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A vacinação contra gripe, Covid e, em alguns casos, pneumonia, também é uma aliada importante na prevenção de quadros mais graves.

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