A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo realiza, hoje e amanhã, em Itatiba, a Ação Itinerante da Jornada do Empreendedor, iniciativa do programa Empreendedor Artesão, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-SP). Durante os dois dias, os artesãos terão acesso, em um único espaço, à emissão da Carteira do Artesão, orientação sobre as linhas de microcrédito produtivo do Banco do Povo Paulista (BPP), informações sobre o Facilita SP, que desburocratiza e agiliza a abertura de empresas, além de qualificação por meio do Qualifica SP – Empreenda, com cursos de empreendedorismo e atendimento do Sebrae.
Em Itatiba, a Carteira do Artesão será emitida e entregue no mesmo dia. Para solicitar o documento, é necessário apresentar documento de identidade válido e comprovante de residência, além de levar pelo menos uma peça pronta de cada matéria-prima ou técnica que deseja cadastrar. Além da peça pronta, o artesão deverá demonstrar o início e fim do processo de produção para o teste de habilidade. Caso a peça ou ferramenta seja de difícil transporte, o artesão também poderá apresentar um vídeo, gravado com a própria imagem, mostrando todas as etapas de produção de cada peça cadastrada. A avaliação da habilidade técnica é realizada presencialmente pela equipe da SDE.
Desde o lançamento, em novembro de 2025, o programa Empreendedor Artesão já emitiu 1.878 Carteiras Estaduais do Artesão. O documento reconhece oficialmente o profissional nas esferas estadual e federal e amplia o acesso às políticas públicas voltadas ao setor. Entre os principais benefícios estão o apoio técnico da equipe do programa, a participação em feiras e oportunidades de comercialização, o acesso a capacitações promovidas pela SDE e parceiros, o acesso facilitado às linhas de microcrédito do Banco do Povo Paulista e a possibilidade de reconhecimento como Mestre Artesão.Para mais informações: www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br
Artesanato como negócio
Morador de Jundiaí, o artesão Claudinei Roberto Nanzi, de 69 anos, transforma há 28 anos garrafas PET em esculturas, peças decorativas e figuras inspiradas na natureza e em personagens da literatura. Ao transformar um material frequentemente descartado em obras artesanais, encontrou uma forma de gerar renda aliando criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo.
Para Claudinei, o artesão contemporâneo precisa ir além da produção manual e desenvolver competências para fortalecer o próprio negócio. “Para além da arte romântica do artesanato, somos empreendedores. E o papel do Estado é abrir portas. Com a criação do programa Empreendedor Artesão, fomos ouvidos e valorizados. Foi uma ruptura. Muita coisa mudou e muito ainda vai mudar”, afirma.




