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terça-feira, 15 setembro, 2026

Jovens lideram índice de fatalidades com motos nas rodovias

Acidentes envolvendo motociclistas cresceram 8% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Arteris, especialista em gestão de rodovias. Nos trechos viários administrados pelas concessionárias do grupo, o número de ocorrências passou de 2.538 para 2.741 – deste total, 2.590 casos tiveram vítimas e 69 deles resultaram em mortes. O avanço dos registros acende um alerta para a segurança viária. Manobras arriscadas nas estradas, desrespeito às leis de trânsito e comportamentos imprudentes estão entre os principais fatores associados a esse aumento.

Segundo levantamento da companhia, o descuido do motociclista esteve associado a 49% dos acidentes registrados no período analisado (1.356 casos). Entre as demais causas mais frequentes estão a perda de controle do veículo (11%), mudanças bruscas de faixa realizada por outros veículos (8%), estouro de pneu (6%) e mudança indevida de faixa realizada pelo próprio motociclista (5%).

As colisões traseiras lideram os tipos de acidentes envolvendo motociclistas, representando 29% dos registros, seguidas por quedas (27%) e colisões laterais (23%). Outro dado alarmante é que, entre as 69 mortes registradas no primeiro semestre de 2026 nas rodovias administradas pela Arteris, 17% das vítimas (12 casos) estavam sem capacete no momento do acidente.

O aumento das ocorrências acompanha também a evolução do mercado de motos, que cresceu 6,2% no primeiro semestre de 2026, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), e praticamente 50% na última década. O movimento reflete ainda o atual cenário do mercado de trabalho no país, em que um terço dos motociclistas trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços ou têm o veículo como ferramenta principal de renda, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados da Arteris mostram que as vítimas fatais têm um perfil predominante: motociclistas que utilizavam motos de baixa cilindrada. O detalhamento do levantamento revela que 78% das mortes registradas no primeiro semestre de 2026 envolveram veículos com até 160 cc.

As vítimas são majoritariamente homens (84%) e jovens entre 21 e 30 anos, faixa etária que concentra 30% dos óbitos registrados. Em comparação com 2025, a participação das motocicletas de até 160 cc nas ocorrências fatais cresceu de 72% para 78%, reforçando a vulnerabilidade desse perfil de condutor nas rodovias.

Dicas de segurança

Redobre a atenção e a distância lateral nas ultrapassagens, especialmente de caminhões e ônibus.

Não trafegue pelo corredor. Essa manobra só é permitida em casos de tráfego parado.

Utilize capacetes certificados pelo Inmetro, que contenham adesivos refletivos e estejam dentro do prazo de validade. Afivele o capacete adequadamente e mantenha a viseira abaixada.

Prefira jaquetas e calças com proteções reforçadas, de cores claras ou com elementos refletivos para ampliar a visibilidade na pista. Use botas com solado resistente e luvas antiabrasivas para proteção de mãos e articulações em uma eventual queda.

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