A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou mais dois casos de sarampo, ambos em crianças menores de 2 anos na capital. Notificados em agosto, os registros passaram a integrar o balanço epidemiológico ontem (9), após a divulgação dos resultados laboratoriais.
Com as novas confirmações, o estado soma 30 casos da doença em 2026: 27 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Em 22 ocorrências, os pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
Em mais uma iniciativa para ampliar as coberturas vacinais, o Governo de São Paulo já veicula em todo o território paulista comunicação que incentiva a população a conferir e atualizar a caderneta. Desenvolvida pela Secretaria de Comunicação, em parceria com a SES-SP, a iniciativa tem como mote “A melhor prevenção é a vacinação”.
As peças são divulgadas em emissoras de TV aberta, canais independentes e TV por assinatura, além de rádios e mídia exterior, em formatos estáticos e digitais. Os materiais orientam a população a procurar o posto de saúde mais próximo e verificar a situação vacinal.
Na Região Metropolitana de São Paulo, onde se concentram todos os casos de sarampo registrados neste ano, a comunicação tem reforço específico com a mensagem “Vacine-se contra o sarampo”.
A ação também direciona a população para o Vacina 100 Dúvidas, plataforma oficial do Governo de São Paulo que reúne informações sobre imunização. O portal é divulgado ainda no vídeo produzido para veiculação nas emissoras de televisão.
Os dois casos confirmados nesta semana estão relacionados a cadeias de transmissão já identificadas e acompanhadas pelas equipes de vigilância epidemiológica. Ao todo, quatro cadeias foram identificadas no estado em 2026. A primeira, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados, foi encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas.
As cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem sob acompanhamento das equipes estaduais e municipais. O trabalho inclui a investigação dos casos, a identificação e o monitoramento de contatos e a avaliação da necessidade de vacinação e de outras medidas de controle.





