Flávio Bolsonaro (PL) talvez tenha de esperar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para devolver o próprio pai à liberdade. Ministros “lulistas” apostam no enfrentamento. Eles juram a interlocutores que se Flávio for eleito e indultar Jair Bolsonaro, isso seria rejeitado pela Corte. A alegação é a “jurisprudência”: o STF anulou o perdão a Daniel Silveira, apesar de a Constituição conferir ao presidente a prerrogativa de concedê-lo, e reiterou isso no caso do 8 de Janeiro.
A disposição de afrontar o eventual presidente Flávio Bolsonaro desfaz a impressão de tentativa de “acordão político” que circulou ontem.
Ao ameaçarem eventual indulto ou graça presidencial a Bolsonaro, os lulistas do STF sobem nas tamancas, excitados, relata uma das fontes.
Quando não se ousava contestar Alexandre de Moraes, outros ministros que achavam imperdoáveis supostos crimes do 8 de janeiro mudaram de ideia.
Para Xandão não há anistia em “crime contra o Estado Democrático de Direito”, mas ministros já avaliam que essa acusação não se sustenta.





