Khalida Popal, ex-capitã e jogadora, deixou o Afeganistão após receber ameaças de morte em 2011. Ela disse estar sem dormir por conta das preocupações com suas companheiras de equipe que permanecem no país.
Ela foi uma das responsáveis por formar a seleção feminina nacional e tem aconselhado as jogadoras a fugirem de suas casas e queimar fotos e uniformes de futebol. “Tenho encorajado a sair das redes sociais, fugir e se esconder”.
A jogadora ainda afirma estar “de coração partido” por conta da situação. “Trabalhamos para aumentar a visibilidade das mulheres e agora estou dizendo às minhas mulheres no Afeganistão para ficarem quietas e desaparecerem. Suas vidas estão em perigo”.
“Minha geração tinha a esperança de construir o país, deixando preparado para a próxima geração de mulheres e homens. Então comecei, junto a outras jovens, usando o futebol como uma forma de empoderar mulheres e meninas”, afirma Popal.
Ela parou de jogar em 2011 para trabalhar como diretora da Associação de Futebol do Afeganistão, mas por conta das ameaças crescentes ela foi forçada a fugir e pedir asilo na Dinamarca, em 2016.
Apesar de estar longe do país, ela continuou ajudando as jogadoras a expor abusos físicos e sexuais, ameaças de morte e estupros que envolveram a liderança da federação do Afeganistão.





