Desde a declaração da independência, em 7 de setembro de 1822, o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história. São quase 15 milhões de desempregados, 6 milhões desalentados, outros 6 milhões inativos e mais 7 milhões ocupados de forma precária.
Com a inflação alta, também aumenta a fome, a miséria e a violência. Além da insegurança alimentar e social. O governo, por sua vez, ao invés de agir para resolver problemas e o caos político que se instalou em Brasília, eles preferem atacar os direitos trabalhistas e precarizar mais o mercado de trabalho.
O próprio presidente se encarrega de gerar confrontos diários e ainda tem o desplante de culpar as medidas de contenção do vírus pelo fechamento de postos de trabalho e ignorando uma pandemia que já matou precocemente quase 600 mil brasileiros.
A aparente inabilidade política instalada no Planalto que acirra a desarmonia entre os poderes da República, esconde um comportamento que visa justificar saídas não constitucionais e golpistas. Quem mais sofre com esta situação dramática é o povo trabalhador, cada vez mais empobrecido e excluído, e cada vez mais dependente de programas sociais que, contraditoriamente, encolhem.
É preciso que o legislativo e o judiciário em todos os níveis, os governadores e prefeitos, tomem à frente de decisões importantes em nome do Estado Democrático de Direito, não apenas para conter os arroubos autoritários do presidente, mas também que disponham sobre questões urgentes como geração de empregos decentes, a necessidade de programas sociais e o enfrentamento correto da crise sanitária. Para isso precisamos, antes de tudo, lutar contra o desgoverno que ocupa a presidência da República.





