Sequência de Independence Day chega aos cinemas para plateias saturadas por filmes sobre zumbis e vampiros
Há 20 anos, a Fox arrecadou mais de US$ 815 milhões com a bilheteria mundial com Independence Day. As cenas de ataque alienígena, reduzindo a pó metrópoles como Nova York, Los Angeles e Washington, arrebataram o público em todo o mundo e ficaram no imaginário coletivo, graças aos efeitos visuais de destruição em larga escala, até então nunca vistos.
Pela popularidade e pelo lucro obtido com a superprodução original, realizada ao custo de US$ 75 milhões, é de se admirar que a sequência, batizada de Independence Day – O Ressurgimento, tenha demorado tanto. Mas o resultado valeu a espera e vem para redimir as platéias saturadas de filmes sobre zumbis e vampiros, ressuscitando o filme-catástrofe com uma atualização do gênero de tirar o fôlego, graças à imensa evolução tecnológica dos efeitos especiais ocorrida nas últimas duas décadas.
Enquanto o filme rodado em 1996 apresentava 450 efeitos especiais, são mais de 2 mil na continuação. “Saber que teríamos desta vez recursos mais sofisticados me instigou. A aparência dos aliens no primeiro filme está ultrapassada”, diz o diretor Roland Emmerich, que enfrentou alguns obstáculos até encontrar uma razão de ser para a continuação.
Um dos principais contratempos foi a negociação com o astro principal do primeiro filme. Will Smith jogou o cachê lá em cima: US$ 50 milhões para estrelar mais duas produções da franquia. A Fox disse não. A solução foi matar o personagem, o herói americano Steven Hiller, em explosão de avião caça em teste, fato apresentado no longa-metragem na passagem de um telejornal.
Na nova trama, o mundo enfrentará invasão extraterrestre ainda pior que da primeira vez, já que os aliens juntaram forças de várias galáxias, para exterminar a humanidade. Alguns atores do filme anterior retornam, como Jeff Goldblum, na pele do cientista, e Bill Pullman, que agora é ex-presidente dos Estados Ubidos.
Quem conduz a operação é uma nova geração de heróis, com Liam Hemsworth, vivendo um piloto cujos pais morreram na guerra de 1996 contra os ETs, Jessie Isher, como enteado do personagem de Will Smith, Maika Monroe, filha do ex-presidente, e Sela Ward, a nova presidente americana.
“Exploramos a idéia de como seria viver na Terra sabendo que ela seria atacada de novo. Gosto do contraste entre o time que enfrentou os aliens antes e o grupo que se depara com a ameaça pela primeira vez”, diz Emmerich.





