Eleito vereador pela primeira vez em 2008, Gustavo surge como solução para falta de novas lideranças
E m outubro de 2008, com 22 anos, Gustavo Martinelli surpreendeu o meio político tradicional ao se eleger vereador com 3.081 votos. Quatro anos antes, em 2004, havia se candidatado e não passara dos 981 votos. Em 2012, Gustavo surpreendeu novamente, ao chegar aos 5.118 votos – o mais votado entre os 19 eleitos.
Muita coisa mudou na vida de Gustavo desde que assumiu uma cadeira e um gabinete em 2008. O jovem tímido, que pouco sabia dos caminhos da política, tornou-se respeitado, manteve posicionamento crítico (é um dos poucos citar fatos desabonadores da atual administração) e já é visto como um possível candidato a vice-prefeito.
“Existem conversas, não nego, mas são só conversas – diz Gustavo. Há também outros fatores, uma vez que hoje a tendência dos partidos é não ter chapa pura, e sim agregar com outros”. Martinelli não acredita também que haja uma terceira via no próximo ano. “Não temos nem os candidatos a prefeito definidos, como posso ser vice de alguém que não existe?”
Há no caminho uma possível mudança nas regras das eleições. Essas mudanças estão para ser aprovadas no Congresso. Uma delas: o próximo prefeito terá dois anos de mandato, um mandato-tampão, para que as eleições para prefeitos, vereadores, deputados, governadores e presidente coincidam, e não mais aconteçam de dois em dois anos como atualmente.
Outra mudança – pode aparecer o voto distrital para vereador, que deverá ser estendido para os deputados também. “O voto distrital aproxima o eleitor e ajuda quem tem potencial eleitoral, mas prejudica quem tem pretensão de ter carreira política”, diz Gustavo.
O vereador aponta outros problemas com o voto distrital. “O vereador vai precisar se alinhar ao prefeito, vai viver de pires na mão, não vai ter liberdade pra nada, e isso é ruim. A oposição é necessária”, afirma Gustavo. A solução seria o “distritão”, uma forma de eleger os mais votados. No caso de Jundiaí, os 19 candidatos a vereador mais votados, independentemente de partido ou coligação.
Nesses seis anos – quase sete – como vereador, a vida de Gustavo também mudou. Formou-se em Gestão Ambiental, casou-se com a namorada e noiva de muitos anos, Ellen Camila, formada em Odontologia. Continua morando na mesma região. Politicamente, sabe que tem potencial. Mas garante, que se for convidado de fato para ser candidato a vice-prefeito, vai pensar.





