No primeiro semestre deste ano, o vale-refeição foi suficiente para cobrir em média 9 dias úteis por mês. O número representa uma queda em relação ao mesmo período de 2025, quando a duração do benefício se estendia por 10 dias úteis. É isso o que indica um levantamento realizado pela Pluxee, empresa especializada no setor.
A série histórica da pesquisa mostra uma redução permanente do poder de compra do vale-refeição nos últimos anos. De acordo com a análise, em 2019, ele cobria as despesas de alimentação dos trabalhadores por 19 dias úteis em um mês.
Em 2022, quando a pesquisa voltou a ser feita depois da pandemia, esse número caiu para 13 dias. Em 2023, passou para 11 dias, chegando a 10 dias em 2024 e 2025.
Discrepâncias
Note-se que os 9 dias úteis representam a média nacional. Há, no entanto, discrepâncias entre os estados. A lista de regiões onde o benefício tem menor duração inclui Acre e Rondônia (com 8 dias úteis), Maranhão (7 dias úteis) e por último Roraima (6 dias úteis).
No topo da relação, todos os estados onde o vale-refeição apresenta maior folga no Sudeste. São eles Minas Gerais (13 dias úteis), seguido de Rio de Janeiro e São Paulo (12 dias úteis).
O levantamento aponta ainda que, enquanto o valor médio da refeição subiu 4,3%, chegando a R$ 44,69, o benefício creditado pelas empresas aumentou 1,5% no primeiro semestre deste ano. Com isso, ele alcançou R$ 583,75 no mês.





