Enquanto os Bolsonaro têm o desfalque de Eduardo Bolsonaro, auto exilado nos Estados Unidos e inelegível, é da família do pastor RR Soares, líder fundador e líder da Igreja Internacional da Graça de Deus a liderança no ranking de irmãos candidatos no pleito de 2026.
São duas dobradinhas a deputado federal e estadual, com Filipe RR Soares (PSDB-RJ) e Marcos RR Soares (PSDB-RJ) no Rio de Janeiro, e David RR Soares (Podemos-SP) e Daniel Soares (União-SP) em São Paulo. Já André RR Soares é o primeiro suplente na chapa de Waguinho, pelo Republicanos, também no Rio. Terá como adversário o bispo Marcelo Crivella, primo deles, pelo mesmo partido. Ou seja: os cinco irmãos estão em quatro partidos diferentes.
Considerando também Edna Macedo, que é tia deles e candidata à reeleição como deputada estadual em São Paulo pelo Republicanos, são sete candidatos do clã Macedo/Soares. Também é mais que os Bolsonaro, que têm seis candidaturas: Flávio (à Presidência da República), Carlos (a senador por Santa Catarina), Jair Renan (a deputado federal por Santa Catarina), Renato (a deputado federal por São Paulo), Rogéria (mãe de Flávio, a deputada federal pelo Rio), e Michelle (a senadora pelo Distrito Federal, com o irmão como suplente).
Essa é a primeira vez que quatro dos filhos do missionário saem candidatos fazendo referência direta ao pai, que se chama Romildo Ribeiro Soares e é conhecido como “RR Soares”. Os irmãos têm o sobrenome “Bezerra Ribeiro Soares”, mas só Daniel não está usando “RR Soares” como nome de urna, em óbvia referência ao pai.
O uso de RR não chega a ser uma novidade – Marcos e Filipe escolheram esse nome de urna em 2022 -, mas nenhum dos cinco filhos do missionário utiliza a sigla. Eles são só “Marcos Soares” e “Davi Soares” na Câmara dos Deputados, “Filipe Soares” na Alerj e “Daniel Soares” na Alesp. Na eleição, incluíram o RR entre nome e sobrenome.
Assim como Jair Bolsonaro, que espalhou os filhos por diferentes estados para que não disputassem votos entre si, os Soares também não concorrem uns com os outros. Da última vez que tentou emplacar os cinco irmãos na mesma eleição, o movimento não deu totalmente certo: Daniel, até então vereador em Guarulhos, saiu para deputado estadual no lugar do irmão André, que vinha de três mandatos na Alesp e foi promovido a tentar chegar à Câmara dos Deputados por Minas Gerais pelo nanico DC.
O partido não atingiu o coeficiente eleitoral e André ficou sem mandato. Tentou se eleger vereador em São Paulo em 2020 (pelo DEM) e em 2024 (pelo União), sem sucesso. Trocou de partido e agora busca ser suplente de Senador do Rio pelo Republicanos, enfrentando o primo.





