São Paulo tem 1.591 obras paradas ou com descumprimento em seu cronograma, aponta levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Segundo dados atualizados em junho do Painel de Obras elaborados pelo TCE, são 747 obras paralisadas e outras 844 atrasadas.
Do total, 1.323 são municipais, ou seja, tocadas por prefeituras. Outras 268 são de responsabilidade do governo estadual.
Segundo o TCE, foram gastos com as 1.591 obras R$ 13,2 bilhões. O total de investimento contratado com elas é de R$ 49,5 bilhões.
Obra na Pompeia
Entre as obras incompletas está o Complexo Hospitalar Cotoxó, na Pompeia, Zona Oeste da capital. Trata-se de uma obra com valor de contrato de R$ 63,4 milhões, dos quais já foram pagos R4 24,3 milhões.
O prazo inicialmente previsto para a sua conclusão era 3 de junho de 2014, mas a obra segue em andamento. De acordo com o governo do estado, “sua execução foi impactada pela necessidade de readequação ambiental do projeto em respeito ao entorno dela, de alta densidade demográfica”.
A nova previsão para a sua entrega é o segundo semestre de 2020 –seis anos depois do prazo previsto inicialmente.
O que diz o governo
Em nota, o governo de São Paulo diz que “nenhuma das obras citadas foi iniciada ou paralisada na atual gestão”. “Desta forma, os problemas apontados são anteriores à atual gestão, que herdou em janeiro de 2019 ao menos 175 obras paralisadas em todo o estado, deixando um passivo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. O governo segue empreendendo todos os esforços para a retomada dos trabalhos”.
O governo afirma que neste ano “foram entregues 5,6 mil unidades habitacionais, a estação Campo Belo da Linha 5-Lilás do Metrô, um hospital em Serrana, 266,4 km de melhorias em estradas, um piscinão e duas Estações de Tratamento de Esgoto, quatro batalhões (Baeps) e um companhia (Caep) de elite da PM, 30 creches, nove Delegacias da Mulher reformadas, 24 UBSs, 11 CAPS, um Bom Prato em São Bernardo do Campo e 9 Centros de Convivência e 1 Centro-Dia para Idosos”.
Sobre o Rodoanel Norte, o governo diz que “foi assinado contrato com o IPT para um estudo sobre as obras a executar e verificar a atual situação dos trechos dos seis lotes”. “A decisão foi tomada para assegurar o bom uso dos recursos públicos. É um passo para que o estado possa retomar este empreendimento, dentro da forma da lei, com segurança para assim concluir o Rodoanel Mário Covas.”





